#OALANBRADO
Além da expectativa pelo início da bola rolando na Rússia, o mundo do futebol também aguarda ansiosamente pelo lançamento do álbum da Copa. Desde 1970, a organização do álbum oficial do maior torneio do futebol é responsabilidade da editora italiana Panini, inclusive o da Copa de 2014, realizada no Brasil. A Saraiva, por meio do site online, abriu a pré-venda para adquirir a versão premium do álbum, que inclui um encarte com o álbum versão capa dura mais um kit com 60 figurinhas (12 envelopes, segundo a descrição no site).

A reserva para garantir o álbum custa R$ 49,90, mesmo preço da versão semelhante do último álbum da Copa. O lançamento está marcado, até o momento, para 27 de março, época em que os álbuns costumam ser lançados.

A versão que é divulgada pelo site da Saraiva é a que está sendo usada como provisória em sites especializados; ainda não foi divulgada a capa oficial


Para este ano, ainda não existem muitas informações, mas o álbum deve conter as mesmas características dos demais: espaço para logo, bola oficial, mascote, estádios e todas as 32 seleções e seus principais jogadores; como sempre, é aguardado também os erros que sempre fazem parte das publicações. 

Se seguir o padrão dos fechamentos editoriais dos últimos dois álbuns, a escolha pelos jogadores presentes no álbum é encerrada em fevereiro do ano do torneio. Os erros dos jogadores que estão presentes no álbum, mas que não são chamados oficialmente, são comuns. Cada federação deve enviar à FIFA uma lista com pré-nomes convocados até o dia 14 de maio. A lista definitiva, com 23 nomes, deve ser divulgada até 4 de junho. 


Serão 12 estádios para a Copa 2018 em onze cidades russas. Desde 2010, a Panini adota um padrão para todas as seleções participantes: duas páginas para cada. Até 2006, seleções consideradas menores tinham apenas uma página, com figurinhas duplas. Ainda, também desde 2010, há a versão online do álbum. Para 2018, ainda não há confirmação se haverá ação semelhante. 

A Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018 está marcada para começar dia 14 de junho, com a partida entre Rússia e Arábia Saudita, em Moscou. O Brasil estreia dia 17 contra a Suíça. Além dos suíços, o grupo do Brasil tem Costa Rica e Sérvia. 

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Diário esportivo mais importante do país fica atrás na disputa com o conteúdo na internet

Pioneirismo foi a marca do Diário Lance! desde seu lançamento em outubro de 1997. A ousadia de seus criadores fez da publicação uma das mais importantes e relevantes do jornalismo brasileiro nas duas últimas décadas. Porém, o jornal passa por momentos conturbados e, na competição com a internet, a impressão que se tem é a de que o Lance! fica para trás.

O Lance!, por seu espírito jovem e inovador, conseguiu desbancar o tradicionalíssimo A Gazeta Esportiva, que, no início deste século, decretou seu fim, permanecendo apenas como agência de notícias esportivas. Anos mais tarde, o Jornal dos Sports, no Rio de Janeiro, também encerrou suas atividades.



Walter de Mattos Jr., fundador do Lance!, coordenou uma empreitada, acima de tudo, corajosa. Lançar um impresso no Brasil é um processo em que poucos se destacam. São poucas as famílias e os grupos que possuem um veículo com certo alcance nacional. 

Fundado simultaneamente no Rio de Janeiro e em São Paulo, o diário esportivo tentou desbravar outras regiões, algumas porém sem sucesso. Foi o primeiro jornal em formato tabloide, colorido e grampeado. Buscou renovar a cara da imprensa esportiva e contou com um grupo jovem no início do projeto. Além de colunistas consagrados, criou personagens para cada clube, que serviam como "porta-vozes" da torcida.

Os posteres rivalizam com os lançados pela Placar


A empreitada do Lance! foi inspirada em projetos de outros países que possuem características, em relação ao consumir futebol, semelhantes. A Argentina, com o diário Olé, e a Espanha, com o Marca. Além disso, o jornal apostou também na internet. Lançou, logo no início, as notícias esportivas online, fazendo com que, no ano seguinte, A Gazeta Esportiva criasse seu site. 

Em"“História do Lance! Projeto e Prática de Jornalismo Esportivo”, Maurício Stycer detalha de forma clara o papel do Lance!, sua história e o cenário que precedeu o lançamento. O autor explica os objetivos de Walter de Mattos Jr., seus cuidados e visão. 

O diário é o 16º colocado na média de circulação entre os jornais impressos. Os dados, disponíveis no site da ANJ, ranqueia também a média de acessos digitais dos jornais filiados; o Lance! aparece em 26º. Os dados referem-se a 2015. Os números, digam-se, fazem do Lance! um dos maiores jornais de conteúdo segmentado do país e o maior impresso esportivo.

Inspirando gerações

Assim como Placar, o diário Lance! também encheu os olhos de muitos garotos fãs de futebol. A possibilidade de ter um jornal de qualidade, diário, e com visão mais profunda do seu time fez com que o jornal se destacasse. Contrastando com a linha mais séria de A Gazeta no final dos anos 90 e nos primeiros anos do novo século. 


No início, vendido a R$ 0,75, o diário hoje é encontrado nas bancas por mais de R$ 2,00. Particularmente falando, "conheci" o Lance! a R$ 1,25 (e R$ 2,00 aos sábados, dia que uma revista A+, era encartada junto). 

Marca do grupo, a Lance! Publicações também lançou revistas e DVDs, além de outros produtos oficiais de clubes

Além disso, a forma como o Lance! tratou do futebol sempre foi muito comentada. A quantidade de páginas para cada equipe, como se referir aos clubes, destaque quando é clássico etc. O clubismo muitas vezes foi tema de discussão entre seus fãs. Mesmo assim, em dias de jogos e pós-partidas, era ritual quase obrigatório ir na banca para ter o jornal em mãos e ver como tal acontecimento fora abordado.


O Lance! sempre deixou claro seu descontentamento em relação ao modelo de gestão do futebol no país. Seu fundador, Walter de Mattos Jr., já escreveu editoriais em capa para mostrar o posicionamento da publicação sobre os manda-chuvas do futebol brasileiro. 

Anúncio do Lance! nos álbuns da Champions League

Futuro

Discutir o que será do Lance! é também falar do futuro da imprensa brasileira. Mais do que discutir o meio, é o conteúdo que importa. Diante da enorme quantidade de informação em diferentes linguagens e formas, a curadoria de conteúdo de qualidade é o que fará das publicações a escolha do público.

Atualmente, o Lance!, que disponibiliza todo o conteúdo do impresso na internet de forma aberta, fica atrás dos portais dedicados a análise mais profunda do esporte. Saber comunicar-se com o público oferecendo para ele o que importante de acordo com como ele lê e diversificar os esportes são passos importantes para manter-se em destaque.

Em agosto, o Lance! entrou com pedido de recuperação judicial na justiça. Quem cresceu lendo o diário torce pela sua retomada, mantendo a linguagem jovem e dando espaço aos novos profissionais do mercado, multitarefas e que entendam desse novo mundo.

Força ao LANCE! E parabéns pelas duas décadas.

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A importância da Gazeta para o jornalismo
Em entrevista pouco antes da Olimpíada, Carlos Arthur Nuzman irritou-se com pergunta de repórter; um ano após os Jogos, legado ainda é discutível

O Brasil foi palco da primeira Olimpíada da América do Sul. O Rio de Janeiro celebrou a maior festa do esporte mundial em meio a muitas incertezas. Dentro dos centros de disputa e por parte da torcida, a festa foi bonita. Da parte administrativa, o desejo de que deveria ter sido melhor ainda é constante.



Os Jogos do Rio foram disputados em agosto de 2016. De lá para cá, parte do legado olímpico prometido desde a escolha da cidade como sede dos Jogos ainda é esperado pelos cidadãos e esportistas. O brasileiro ainda pagará por algum tempo esses bilhões (valor exato que ainda é incerto) investidos para as disputas.



Politicamente, o país vive uma crise que há muito tempo não se via. O reflexo causado pelas incertezas políticas e econômicas ainda refletem na vida do brasileiro. Olhando para trás e graças ao grande arquivo que a internet nos guarda, relembramos como cartolas e políticos se atrapalhavam na hora de defender não só a realização das disputas, mas também todo os gastos.





O "UOL Esportes" preparou uma página especial para lembrar deste um ano do início de Rio 2016. Em "Um ano de ressaca", a página traz um panorama esportivo e estrutural dos Jogos. A parte que mais chama a atenção, entre tantas, é a sobre quanto custou a Olimpíada para os cofres públicos. A resposta? Impossível de saber.



Em reportagem exibida na TV Gazeta, em junho de 2016, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, não gostou de ser perguntado se o Brasil teria uma conta muita alta a pagar após as Olimpíadas. O presidente encerrou a entrevista dizendo não saber qual conta e, apontando para o repórter e nervoso, disse "você paga":



#OAlanbrado nas redes sociais


Esportivamente falando, o Brasil teve o seu melhor desempenho de medalhas na história dos Jogos. O período das disputas olímpicas ainda é guardada com carinho pelos fãs de esporte. Seguimos de olho e cobrando todo o legado!

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