Cobertura televisiva das Olimpíadas acompanha desenvolvimento tecnológico | #OALANBRADO

Cobertura televisiva das Olimpíadas acompanha desenvolvimento tecnológico

A Revolução Industrial e a expansão do capitalismo mundial no final do século XIX e começo do XX provocaram mudanças significativas para todo o mundo. Os Jogos Olímpicos foram, durante todo o tempo, um dos beneficiados da evolução das tecnologias para o conhecimento do espírito olímpico. No alto dos anos 80, com a forte mercantilização dos Jogos, patrocinadores importantes e o grande dinheiro das emissoras de TV consolidaram as Olimpíadas como evento de grande prestígio e de foco mundial. 

As disputas foram interrompidas por duas vezes, sempre por conta das Grandes Guerras Mundiais. Antes da Segunda, com o mundo de olho e preocupado com a Alemanha nazista, os Jogos disputados em Berlim em 1936 foram os primeiros a contar com uma transmissão em rede para vários pontos. Foi por meio do rádio, que 41 países puderam acompanhar a disputa. Ao mesmo tempo, a população local pôde ver os Jogos de 1936 pela televisão.



Em Melbourne (1956), os Jogos foram televisionados para o público da cidade-sede, mas só em 1960 as imagens foram distribuídas para outros países (as imagens da italiana RAI chegaram ao vivo para 19 países da Europa Ocidental). Em 1964, graças ao satélite lançado pelos Estados Unidos foi possível transmitir 167 horas de competição ao vivo para Ásia, Europa e América do Norte (foram 30% de imagens a cores). A transmissão foi feita graças a emissora japonesa NHK. 

No fim da década de 70 e durante a de 80, o mundo viu as Olimpíadas se transformar e fechar grandes contratos de TV. A Disney, por exemplo, criou a ESPN em 1979. No Brasil, os canais esportivos começaram a surgir no início da década de 1990 (Top Sports - hoje SporTV - e TVA Sports - depois ESPN International e hoje ESPN Brasil - foram os primeiros canais segmentados).



Atualmente, a cobertura das Olimpíadas é para deixar todos de queixo caído. Além da convencional televisão, as plataformas multi canais proporcionam uma cobertura de 100% das disputas em tempo real. No Brasil, o SporTV, além dos incríveis 16 sinais em TV, disponibilizará durante as disputas da Rio 2016, mais de 40 sinais online para assinantes, quando houver competições simultâneas. 

Por falar em Brasil, a cobertura será grande. Para Rio 2016, quatro canais abertos tem direitos sobre os Jogos; quatro emissoras também em canal fechado.

Globo e Bandeirantes fecharam uma união pela compra dos direitos de TV. Em 2012, a TV Record transmitiu com exclusividade em TV aberta os Jogos; a emissora também transmite a Olimpíada 2016, junto com a Record News. Na TV fechada, ESPN, Fox Sports e BandSports e a super cobertura do SporTV, marcam presença na disputa mais televisionada da história.

A primeira transmissão olímpica dos Jogos para o Brasil ao vivo via satélite foi em 1972, em Munique, na Alemanha Ocidental. Importante ressaltar que o mundo todo acompanhou ao vivo as imagens vindas do país durante o maior atentado terrorista na história dos Jogos.




No Brasil, a Globo transmitiu todas as Olimpíadas desde 1972, a exceção de 2012, em que perdeu os direitos para a TV Record. Além das duas emissoras, Cultura, Manchete, SBT e Bandeirantes já transmitiram pelo menos uma vez as Olimpíadas.

Os números de Rio 2016 são gigantescos. Vinte e cinco mil jornalistas de todo o mundo se credenciaram para a cobertura, em mais de 100 emissoras de TV. Fora a cobertura online, em que, além dos jornalistas locais, terão muitos via redes sociais dando informações e comentando em tempo real o evento.

Algumas coberturas chamam a atenção. Da BBC, em Londres 2012, fez uma grande cobertura, com muitos canais ao vivo simultâneos. Em compensação, nos Estados Unidos, a NBC frustra seus telespectadores exibindo algumas competições em VT. Tanto que é volta e meia criticada. Em 2016, a emissora americana solicitou, inclusive, que o desfile de abertura das delegações tivesse os Estados Unidos entrando entre os últimos, para segurar a audiência. O pedido não foi aceito pelo COI.

Não dá para perder nada. Durante os dias de evento, é ficar acompanhando o máximo de esportes possíveis e torcer pelo Brasil.










O PRIMEIRO DIA Os americanos conquistaram a primeira medalha de ouro de Rio 2016. A festa brasileira foi tímida. No Judô e na natação, os primeiros resultados não foram muito animados. Ao contrário do Vôlei e do Handebol, que teve boa estreia. Assim como a Ginástica. A  equipe brasileira estreou arrancando delírio dos torcedores.O tiro esportivo trouxe a nossa primeira medalha. Curiosamente, a primeira medalha olímpica brasileira da história foi conquistada neste esporte, em 1920.

NO GOGÓ O narrador pernambucano Rembrandt Junior narrou pela TV Globo a medalha de prata de Felipe Wu, a primeira conquista brasileira em Rio 2016. Queríamos numerar qual narrador será mais pé quente nesta Olimpíada. Porém, as emissoras não divulgam as escalas e os profissionais presentes. Além disso, os canais não divulgam vídeos das transmissões. Se acharmos, colocaremos um quadro de narradores.

ESPÍRITO OLÍMPICO Uma das delegações mais aplaudidas no desfile de abertura, a delegação dos refugiados têm histórias incríveis que inspiram e emocionam qualquer um. Entre elas está a da refugiada que nadou três horas para salvar outras 19 pessoas. Ela e sua irmã levaram um bote sozinhas na fuga rumo a Europa, após o motor parar. Yusra Mardini é o nome da nadadora, que entrou nas piscinas neste sábado e ficou em primeiro em sua prova de qualificação.



"Viver é um risco."

Mário Andrada, diretor de comunicação de Rio 2016, ao Globoesporte.com sobre os riscos da não vistoria de bagagem na entrada do público no Parque Olímpico. Devido a lotação, muitas filas se formaram e algumas pessoas com ingresso entraram sem que seus pertences fossem revistados. No mês passado, o presidente do Comitê Organizador dos Jogos, Carlos Arthur Nuzman, disse que "o que acontece no mundo hoje ninguém controla". Sem revista, fica difícil controlar algo, né presidente?

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