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Os Jogos Olímpicos para quem está fora do Rio



A Olimpíada é uma oportunidade para fãs do mundo inteiro se unirem em prol do esporte. A festa se volta para os valores do espírito olímpico e com a torcida por superação a cada evento. Quando foi escolhido, em  2009, para sediar os primeiros Jogos da América do Sul, o Rio de Janeiro foi invadido de desconfiança sobre como seria este momento. De um jeito ou de outro a Olimpíada aconteceu.

E o orgulho carioca falou alto neste período. A cada esquina, uma referência à competição que recebeu os melhores atletas do esporte mundial. Seja da própria organização ou de patrocinadores. A Olimpíada transformou a cidade (pelo menos durante os Jogos). 


Mas, além do Rio de Janeiro, as Cidades do Futebol também fizeram parte desta festa. Outras cinco cidades foram escolhidas para receber as partidas de futebol. Assim, São Paulo, Brasília, Salvador, Belo Horizonte e Manaus foram palco da Rio-2016.
Mesmo sem competições e distantes dos locais de disputas, o Brasil inteiro teve um momento em que eventos oficiais ou não levaram as Olimpíadas para perto dos brasileiros. A ação mais famosa, sem dúvida, foi o revezamento da tocha olímpica, que viajou 326 cidades por todas as regiões do Brasil. 

A chama chegou ao país em 03 de maio, quando, de avião vindo da Europa, desembarcou em Brasília. O percurso encerrou em 05 de agosto, data da abertura dos Jogos, no Maracanã.

Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016 

Distância percorrida: 36 093 quilômetros
Condutores: 12 000
Cidades: 326
A seleção dos condutores foi feita pelo Comitê Organizador, e pelos patrocinadores do evento, Coca-Cola, Nissan e Bradesco. 
Período: 21 de abril (chegou ao Brasil em 03 de maio) a 05 de agosto 

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Se Prepara Brasil - Museu Itinerante

Evento paralelo a tocha realizado pelo Bradesco junto com o Ministério da Cultura  também teve bastante divulgação. O ônibus itinerante dos Jogos Olímpicos. Chamado de "Se Prepara Brasil", o ônibus viajou por muitas cidades no Brasil levando relíquias dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos par várias partes do país. Foi possível também ver a tocha olímpica de perto. 



Em São Paulo, o Museu ficou exposto por três dias em junho, no estacionamento do Morumbi Shopping. 


Confira algumas das imagens do ônibus.


 Clique para ver em tamanho maior.


 Os itens traziam informações das Olimpíadas modernas e suas origens. Havia referências as Olimpíadas anteriores e da Rio-2016.


Além disso, havia informações sobre os símbolos dos Jogos, como as medalhas, os cartazes e os mascotes. Outro momento legal era a referência sobre os selos e as moedas de reais que circularam em homenagem ao Rio-2016.




A visita é curta, mas os itens que estavam no ônibus são pratos cheios para quem gosta de história e de curiosidades das Olimpíadas. Logo no início é possível ver algumas tochas olímpicas históricas, como a de Londres-2012 e Atenas-2004.




Havia um espaço também aos uniformes que foram utilizados por campeões olímpicos brasileiros, como o quimono usado por Sarah Menezes no ouro de 2012. Também era possível ver exposto a camisa de Giba usada nos Jogos de 2004.



Segundo os organizadores, havia peças importadas do Museu Olímpico, que fica em Lausanne, na Suíça. Outras peças originais foram cedidas pelo Comitê Olímpico Internacional e pelos organizadores de Rio 2016.

Além dos itens físicos, também foi possível ver vídeos sobre os Jogos e conteúdo interativo falando sobre a cidade do Rio de Janeiro. 



O Museu itinerante "Se Prepara Brasil" passou por 45 cidades, por todas as regiões brasileiras. Foram 30 mil quilômetros percorridos, em 172 dias de viagem.  



Na visita, ganhamos um "mapa" com as informações da ação da Bradesco e um adesivo do Vinícius e do Tom, mascotes da Rio 2016.



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O Futebol nas Olimpíadas - Museu do Futebol

Por fim, estivemos na exposição do Museu do Futebol. Já falamos aqui em #OALANBRADO sobre a visita diferente. Na ocasião, acompanhamos a sessão do Memofut, além de revisitar todo o fantástico e indispensável museu.




 Mas, além disso, o espaço fez uma visita especial para falar do Futebol nas Olimpíadas. Com o foco para o esporte mais popular do país, o museu contou com imagens em referências aos Jogos. Havia também detalhes sobre a participação brasileira em todos os Jogos da Era Moderna.

A seguir, confira algumas das imagens.


No Hall, que tem uma vista para a Praça Charles Miller, um cartaz gigante passava os valores olímpicos, marcados pelas falas e ideais de Pierre de Coubertin, idealizador dos Jogos da Era Moderna. 





A exposição temática também trazia, do lado de fora, atividades recreativas.


Como dissemos no post sobre a visita ao Museu, ganhamos o livro Olimpismo no Brasil: medalhas e classificações. O livro conta a participação brasileira nas Olimpíadas. Uma viagem no tempo, que dá um panorama bem interessante sobre os nossos desempenhos em quase 100 anos de presença olímpica. 

Serviço



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Ter a oportunidade de sediar uma Olimpíada é um momento único na vida de qualquer um. Aproveitar este momento é não deixar passar e prestigiar o maior espetáculo da Terra. 

O MELHOR PARA O FINAL Se as medalhas brasileiras demoraram para chegar no início da Olimpíada, nesta última semana de Jogos já reservou grandes emoções e conquistas para o país. Na noite de segunda, Thiago Braz conquistou a nona medalha na Rio-2016. Foi no salto com vara, a primeira de ouro do país na modalidade. Na manhã de terça, foi a vez da canoagem, com Isaquias Queiroz dos Santos. O brasileiro levou a prata. E, para fechar a noite, Robson Conceição levou o ouro no boxe. Parabéns a todos! :D

NA TELINHA Narradores globais que comandaram a transmissão de medalhas olímpicas brasileira: Rogério Correa (atletismo e canoagem) e Galvão Bueno (boxe).

FORA DA FINAL O Brasil não conseguiu passar pela Suécia no Maracanã, pela semifinal do futebol feminino. A equipe brasileira perdeu nos pênaltis e irá disputar o bronze, na sexta-feira, contra o Canadá, em São Paulo. Foi a terceira partida seguida que as brasileiras não conseguiram fazer gol no tempo de bola rolando. Quem também não foi adiante na Olimpíada é a Seleção de Basquete masculina e feminina, além da seleção de polo aquático.


"É complicado. Parece até desculpa. Toda a vez que a gente perde parece desculpa dizer essas coisas. As pessoas dizem 'As meninas vão falar que precisam de apoio'. Não adianta. Ganhando ou perdendo precisamos de apoio. Tem de começar nas escolas. Não quero falar aqui para não parecer desculpa. Ganhou ou perdeu tem de dar continuidade. Não pode parar"

Cristiane, atacante brasileira de futebol feminino, após a eliminação nos pênaltis para a Suécia, na semifinal. A jogadora, que é uma das melhores do mundo e uma das que mais defende o apoio ao futebol feminino no Brasil, era dúvida para partida. O apoio às mulheres não pode parar depois das Olimpíadas. Temos que ficar em cima de todos os campeonatos!

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