Os símbolos olímpicos na Rio-2016 | #OALANBRADO

Os símbolos olímpicos na Rio-2016

A primeira Olimpíada em território sul-americano tinha a obrigação de transmitir não só a cara do carioca ou do brasileiro para o mundo, mas sim de todo o povo que vive na América do Sul. A alegria, a emoção, as músicas e todas as cores que fazem do continente caracterizado pela alegria de seu povo. Não são os Jogos sul-americanos, é verdade, mas os países latinos que fazem fronteira com o Brasil se sentem parte deste movimento.

Para Rio-2016, era necessário mostrar tudo isso. A união, as imagens marcantes e a felicidade que é receber o maior espetáculo do planeta. Os 19 dias de disputa, deixam marcas inconfundíveis por todo o Rio de Janeiro e pelas cidades do futebol, que colocam todos no clima olímpico. 

O ideal olímpico prega a união entre os povos, o conceito de que o importante é competir, sempre buscando superar seus limites.


A criação do COI, no final do século XIX, partiu da iniciativa do Barão Pierre de Coubertin. O francês repetia uma máxima dita pelo bispo americano Ethelbert Talbot, de que "o importante é competir". O surgimento da famosa frase que é um dos lemas das Olimpíadas se deu em um sermão do religioso para atletas norte-americanos que participariam dos Jogos de 1908.

O lema dos Jogos é "Altius, Citius, Fortius" (que, em latim, significa 'mais rápido, mais alto, mais forte'). Para 2016, o slogan da competição é "Um novo mundo" ("A new world").



E Rio 2016 tem muitos símbolos que representam a competição. A própria marca já é de conhecimento de todos. Ela demonstra a união de três figuras humanas dando as mãos. O logotipo representa o Pão de Açúcar. Há outras representações quanto ao logo, como a dança, a formação da palavra "Rio" e "2016".

A imagem também leva os anéis olímpicos que, como se sabe, são cinco aros que se entrelaçam. Representam os cinco continentes do mundo e pelo uma das seis cores está presente na bandeira das nações filiadas ao COI. Foi criada em 1913 pelo Barão de Coubertin. 

A fonte Rio 2016 leva às arenas e palcos de disputas a cara da competição. Inspirada no próprio Rio de Janeiro, a tipografia leva detalhes da cidade, como o Cristo Redentor, o Calçadão de Copacabana e outros pontos. Criada em oito meses, segundo os organizadores, são 5.448 caracteres elaborados. Assim, além do logotipo, os locais de competição são marcados por isso. Na pista de atletismo no Engenhão, por exemplo, tem os números marcados com a fonte. 

Reuters
Por falar em atletismo, o sino que avisa a última volta aos corredores também é todo estilizado pelos Jogos. A Omega fornece os sinos. Segundo o Zero Hora, são 21 peças, produzidas em Paris. Além das corridas de longas distâncias do atletismo, são usadas também no ciclismo.

Os símbolos não param por aí. Há os pictogramas, que são os desenhos que representam a cada modalidade. Pela primeira vez foram criadas também para os Jogos Paralímpicos. São 64 pictogramas, sendo 41 Olímpicos e 23 Paralímpicos.

Depois da cerimônia de abertura mostrar e dar foco à sustentabilidade, os Jogos também têm esse ideal. Até o pódio e as medalhas são pensado no meio ambiente. O palco das premiações é feito de madeira e poderão ser reutilizados depois da Olimpíada. A tradição do pódio foi criada em  1932, nos Jogos de Los Angeles, em que foi construída uma plataforma com três degraus, ficando na posição mais alta o campeão olímpico.



Já as medalhas de ouro são 100% livres de mercúrio, e as de prata e bronze contam com 30% de material reciclado em sua composição. Até a fita e o estojo para guardar as medalhas são sustentáveis. Elas trazem a deusa grega da vitória, Nike.




É importante destacar que as medalhas não são comercializadas ao público. Entretanto há a possibilidade de adquirir as moedas da competição. Em valores que variam de R$ 70 e podendo chegar a mais de R$ 9.000, as moedas são objetos de desejo de muitos colecionadores. Há moedas de R$ 1 em circulação. No site Clube da Moeda ainda é possível encontrar alguns itens.



O que também é caro para os colecionadores é a tocha olímpica. Segundo O Estado de S. Paulo, dos condutores da chama no revezamento antes das Olimpíadas teve que desembolsar R$ 2 mil. Já o Jornal Extra mostra que ela está sendo vendida em sites na internet por até R$ 20 mil. 

No site de leilão dos Jogos, é possível arrematar a oficial pelo próprio Comitê. A propósito, há itens de todos os tipos no leilão. Os preços são bem salgados.

 A tocha, aliás, representa a paz, a união e a amizade. Segundo os organizadores, o seu design é dividido entre o Céu (parte superior), as montanhas (em verde, no meio) e o mar (abaixo dos dois). 

Introduzida nos Jogos em 1928, os rituais da tocha e da pira olímpica são outras tradições presentes nos Jogos da Era Moderna. No Jogos da Antiguidade, o ritual era uma homenagem a deusa guerra e da inteligência, Athena, durante uma disputa de prova de atletismo. Nos Jogos de Berlim, em 1936, vários atletas de diversas nacionalidades carregaram a chama. 

A pira olímpica de Rio 2016 foi acessa pelo ex-maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima na cerimônia de abertura no Maracanã. Como as disputas esportistas no estádio serão poucas, o Comitê optou por também criar outra pira no centro da cidade carioca, no bairro da Candelária. Apelidada de Pira do Povo, foi acessa pouco depois da cerimônia no Maracanã pelo estudante Jorge Alberto Gomes, de 14 anos. 

Emmanuel DUNAND / AFP


Enfim, há muito mais além disso. Como os ingressos e os mascotes da edição (já falamos deles aqui). O site da competição traz mais detalhes de tudo isso. 


DOIS PASSOS PARA O OURO Seleções feminina e masculina de futebol estão na semifinal da competição. A feminina passou no sufoco pela Austrália nos pênaltis, com Barbara, goleira brasileira, sendo a heroína. Pegam, na terça, a Suécia, que passou pelos Estados Unidos. Já a masculina venceu a Colômbia em jogo pegado. A seleção de Neymar e cia. pega Honduras, na quarta.

O SHOW DO MAIOR DE TODOS Michael Phelps fez história mais uma vez. E o Brasil foi o palco de sua genialidade. No sábado conquistou sua 23ª medalha de ouro. Esta pode ter sido a última Olimpíada do nadador, que agradeceu o Rio pelo apoio e torcida. No Brasil, foram cinco ouros e uma prata (se fosse um país, estaria na sexta posição do quadro de medalhas até a noite de sábado). 

FALA COMIGO O Portal UOL mostra como é a dificuldade para conseguir falar com grandes nomes do esporte. A TV Record adotou uma tática para entrevistar os destaques: colocar ex-atletas nas zonas mistas. Foi assim que o ex-nadador Xuxa conseguiu "furar" a TV Globo e entrevistar com exclusividade Michael Phelps.




Quem sabe? Eu não tenho ideia. Nenhuma mesmo.

Ao SporTV, Phelps responde o que vem pela frente. Ele disse que Rio 2016 seria sua última, mas há esperança que as piscinas de Tóquio o assista em 2020. O nadador disse que está em busca de ficar mais próximo de sua família. Ele merece.  

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