4 Julho 2026

A China está supostamente tentando expandir sua expansão de armas para o Oriente Médio através do Paquistão

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“A China está a usar o Paquistão como porta de entrada para o avanço das armas e para entrar no cenário de defesa da região”, disse Khurshid.

Ele acredita que este passo também fortalece a posição da indústria de defesa da China numa região que tem sido dominada por fornecedores de armas ocidentais.

O Médio Oriente como um novo mercado

Nos últimos tempos, segundo Khurshid, surgiram vários relatórios sobre as conversações de cooperação em defesa do Paquistão com vários países como o Iraque, Bangladesh, Indonésia, Arábia Saudita, Líbia, Marrocos, Nigéria, Sudão e Etiópia.

Vários meios de comunicação chineses também relataram discussões sobre a potencial venda de caças JF-17 para vários desses países.

No entanto, Khurshid admitiu que nem todas estas discussões resultaram num contrato.

Ele citou relatos da possibilidade de aquisição do JF-17 pela Arábia Saudita que ainda não se concretizou.

Segundo ele, vários fatores ainda estão sendo avaliados, desde a qualidade do sistema de armas fabricado na China, a compatibilidade com os equipamentos de defesa fabricados nos EUA e utilizados pelos países do Golfo, até aspectos de financiamento.

– O próprio processo de promoção aumentou a visibilidade dos sistemas de armas da China no Médio Oriente, disse Khurshid.

Diplomacia de defesa

Khurshid também considerou que as mudanças na situação de segurança regional após a obtenção de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão poderiam abrir novas oportunidades para o Paquistão introduzir sistemas de armas fabricados na China.

Ele deu o exemplo do envio de militares, equipamentos de defesa e caças JF-17 do Paquistão para a Arábia Saudita como parte da implementação do pacto de defesa dos dois países.

Segundo ele, este passo mostra como os sistemas de armas chineses podem ganhar maior exposição através da cooperação militar paquistanesa com os países regionais.



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