O chefe da NASA, Jared Isaacman, diz que uma nova corrida espacial começou e desta vez é com a China na corrida para pousar na Lua até 2030.
A corrida para devolver os homens à Lua já não é considerada uma aspiração distante. De acordo com o administrador da NASA, Jared Isaacman, tornou-se uma competição direta entre os Estados Unidos e a China, com ambos os países trabalhando para pousar na Lua dentro de um prazo notavelmente semelhante. Embora os calendários oficiais sugiram que os EUA têm como meta um regresso em 2028, enquanto a China pretende aterrar astronautas antes de 2030, Isaacman acredita que a diferença prática entre esses objetivos é muito menor. Os seus comentários reflectem uma sensação crescente dentro da agência espacial dos EUA de que os próximos anos moldarão o futuro da exploração humana fora da Terra. Em vez de tratar a próxima aterragem na Lua como uma conquista simbólica, a NASA enquadra-a como o início de um esforço mais longo para estabelecer uma presença permanente na superfície lunar antes de voltar a sua atenção para missões a Marte.
NASA diz que a América está em uma nova corrida espacial com a China
Falando durante uma entrevista no programa “Face the Nation” da CBS, Isaacman disse que os Estados Unidos estão “em uma corrida espacial agora” com a China. Ele argumentou que o cronograma que separa os dois programas é tão apertado que cada marco é importante.A China expandiu constantemente as suas capacidades espaciais ao longo das últimas duas décadas e já completou uma série de missões lunares robóticas bem-sucedidas. Isaacman sugeriu que não há dúvida de que os astronautas chineses acabarão por chegar à lua. A verdadeira questão, na sua opinião, é se a NASA conseguirá chegar lá primeiro, lançando as bases para uma missão mais permanente, em vez de completar uma missão de demonstração.Ele também distinguiu entre a competição atual e a corrida da Guerra Fria contra a União Soviética. Desta vez, disse, o programa rival tem capacidade tecnológica para atingir os seus objectivos, tornando a competição significativamente diferente da competição que o define desde a década de 1960.
Artemis III deve preparar o caminho para um pouso em 2028
A NASA já deu um passo significativo com a missão Artemis II, que no início deste ano enviou uma tripulação de quatro astronautas ao redor da Lua sem tentar pousar. O objetivo desta missão era testar os sistemas da nave espacial e preparar a tripulação para operações mais exigentes perto da superfície lunar.As atenções agora se voltam para Artemis III, previsto para o próximo ano. Em vez de se concentrar apenas em colocar astronautas na Lua, espera-se que a missão verifique diversas tecnologias necessárias para futuras aterragens. Isaacman descreveu isso como uma oportunidade para testar elementos-chave na órbita da Terra antes de enviar tripulações para missões mais ambiciosas.A agência acredita que estas demonstrações proporcionarão a confiança necessária para a Artemis IV, a missão que atualmente deverá devolver os astronautas à superfície lunar em 2028.
Como a NASA está montando o futuro posto lunar passo a passo
Os planos da NASA vão além do plantio de bandeiras. Isaacman delineou uma abordagem focada em missões regulares que montam gradualmente o equipamento necessário para um posto lunar operacional.A agência espera que a atividade de lançamento aumente rapidamente até 2027, com missões a um ritmo que permitirá que carga e hardware cheguem à Lua antes da chegada dos astronautas. Esta tarefa consiste em apoiar as primeiras fases de uma base operacional permanente, em vez de deixar cada campanha começar do zero.Quando os astronautas pousarem em 2028, Isakman disse que deverão encontrar mais do que uma paisagem vazia à sua espera. Espera-se que a infraestrutura inicial, incluindo um veículo espacial lunar projetado para ajudar as tripulações a viajar além da superfície, esteja instalada. Instrumentos adicionais chegarão até 2029, à medida que a NASA expande gradualmente as suas operações.
Preparando-se para missões além da Lua
A Lua continua a ser o destino imediato, mas a NASA continua a descrevê-la como parte de uma estratégia mais ampla e não como o objetivo final. Espera-se que a experiência adquirida ao viver e trabalhar na superfície lunar informe futuras missões a Marte, onde os astronautas enfrentarão viagens muito mais longas e maiores desafios operacionais.Isaacman sugeriu que nos primeiros anos da próxima década, a Lua poderia começar a se assemelhar ao papel desempenhado pela Estação Espacial Internacional. Em vez de visitas ocasionais, as tripulações poderiam passar longos períodos testando tecnologias, realizando trabalhos científicos e refinando métodos para a exploração do espaço profundo.