10 Julho 2026

4 significados da bandeira vermelha no funeral do aiatolá Ali Khamenei, vingança para desencadear uma guerra generalizada

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A bandeira vermelha tem o significado de vingança no funeral do aiatolá Ali Khamenei. Foto/X/@ShaykhSulaiman

TEERÃ – Na rua Azadi, em Teerão, onde milhões de pessoas se reuniram na segunda-feira para se despedirem do seu querido líder, o aiatolá Seyyed Ali Khamenei, todo o troço da rua estava dominado não pelo preto, a cor tradicional do luto, mas por um mar de vermelho.

Bandeiras vermelhas com os dizeres “Ya Latharat al-Hussein” (“Ó Vingador de Hussein”), um chamado enraizado na comemoração muçulmana xiita do martírio do Imam Hussein (AS) em Karbala em 680 DC, apareceram ao longo da procissão. Ao lado deles, os enlutados carregavam uma nova versão: “Ya Latharat al-Khamenei”. Esta adaptação combina o funeral do líder caído do Irão com um dos mais poderosos símbolos de injustiça e exigências de vingança do Islão Xiita.

As cores e a música não são por acaso. Na tradição xiita, a bandeira vermelha significa sangue derramado injustamente e uma obrigação não cumprida de vingá-lo. A presença proeminente de bandeiras vermelhas no funeral do líder caído da Revolução Islâmica marca um afastamento deliberado da imagem habitual de luto, um sinal dirigido a Washington e Tel Aviv, bem como ao próprio Teerão.

4 significados da bandeira vermelha no funeral do aiatolá Ali Khamenei, vingança para desencadear uma guerra generalizada

1. Apelo à vingança de Trump e Netanyahu

A maioria das faixas e cartazes na grande multidão clamavam pela morte do presidente dos EUA, Donald Trump, e do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Uma faixa, escrita em inglês, dizia simplesmente: “Os Estados Unidos mataram nosso pai. Não vamos deixar você ir.”

“Não queremos um acordo. Queremos a cabeça de Trump!” Os enlutados repetidamente gritavam apelos enquanto a procissão percorria várias ruas no centro de Teerã antes de se reunir na icônica Praça Azadi. Em outro lugar, o chamado mudou de tom para uma frase que ecoou durante toda a cerimônia: “Sem compromisso, sem rendição, vingança, vingança!”

Nos momentos mais intensos, quando os enlutados batiam no peito de tristeza, os gritos se fundiam em uma voz trovejante: “Nossa palavra é uma só! Vingança! Vingança!” e “Vamos matar, vamos matar aqueles que mataram nosso imã.”

Na véspera do cortejo fúnebre, na manhã de domingo, antes da oração fúnebre da congregação no Grand Mosalla, em Teerão, o jovem poeta persa e revolucionário Mohammad Rasouli expressou este sentimento colectivo no pódio.

“Quem matou meu imã, por que não o matamos? Será uma vergonha nossa se não matarmos o assassino. De agora em diante, a mortalha será nossas roupas. Juro pelo seu sangue: matar Trump é nosso dever”, leu. A resposta pública foi imediata e estrondosa.

2. A profunda tristeza do povo iraniano

Ao longo do percurso da procissão de segunda-feira, a exigência universal de vingança traduziu-se em profunda dor e determinação pessoal. As conversas com os enlutados – jovens e idosos – mostram quão íntima e profunda a perda é sentida através de gerações e regiões geográficas.



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