10 Julho 2026

Podar bem para crescer melhor, de Antoni Cañete


As árvores dão frutos diferentes dependendo de como são podadas. Se a poda for bem sucedida, a árvore fica mais forte, é mais produtiva e acaba beneficiando todo o meio ambiente. Exatamente a mesma coisa acontece com a tributação. Quando a política fiscal é podada e adaptada à realidade das pequenas e médias empresas, os frutos não são apenas para quem inicia um negócio: são mais investimento, mais inovação, mais emprego e mais prosperidade.

A redução progressiva do imposto sobre as sociedades para empresas com volume de negócios inferior a 10 milhões de euros é um desses bons cortes. Os recursos que as pequenas e médias empresas deixarão de atribuir aos impostos serão transformados na capacidade de investir, digitalizar, melhorar a produtividade e criar empregos. Quando as PME ganham competitividade, o país também ganha.

Um fazendeiro trabalha em um campo Kai Försterling/EFE

Segundo estimativas da Pimec, esta redução fiscal representará uma poupança de cerca de 270 milhões de euros para as PME catalãs este ano e 1.162 milhões até 2029. Não é o dinheiro que desaparece da economia; Pelo contrário, transformar-se-á em novos investimentos, mais inovação, melhorias produtivas, capitalização empresarial e mais capacidade para enfrentar um ambiente cada vez mais competitivo.

Há muito que defendemos a necessidade de adequar a tributação das sociedades à real dimensão das empresas, convencidos de que não se pode exigir o mesmo esforço fiscal a uma microempresa familiar e a uma grande empresa. Hoje, esta exigência deixa de ser uma proposta e se torna realidade. É a demonstração de que a influência institucional funciona quando se baseia no conhecimento da realidade e na persistência do negócio. Quando as PME têm voz própria, participam nos processos de tomada de decisão e estão presentes na ponte de comando, as políticas públicas respondem melhor às necessidades do tecido produtivo. E os resultados acabam chegando.

No entanto, este não é o fim do caminho. Continua a ser necessário facilitar o acesso a incentivos fiscais ligados à investigação, desenvolvimento e inovação, estimular o reinvestimento dos lucros e promover medidas que reforcem a dimensão e a solidez das pequenas e médias empresas. Se quisermos ter uma economia mais robusta e produtiva, os impostos devem continuar a ser uma alavanca para o crescimento e não um travão.

A redução do imposto sobre as sociedades marca um ponto de viragem. Mostra que quando as pequenas e médias empresas são ouvidas e têm capacidade de influência, as suas propostas acabam por dar frutos que beneficiam todo o país. Na Pimec continuaremos trabalhando para construir um ambiente mais competitivo e justo.



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