A França está furiosa, o Paraguai condena o ataque racista de seu senador a Mbappe
Jacarta –
O governo do Paraguai condenou veementemente o ataque racista da senadora Celeste Amarilla ao atacante da seleção francesa Kylian Mbappe depois que seu país foi eliminado da Copa do Mundo de 2026. O governo paraguaio afirmou que os comentários de Amarilla entram em conflito com os valores e princípios de respeito à dignidade humana.
Em comunicado divulgado pela agência de notícias AFP, o Ministério das Relações Exteriores do Paraguai disse em comunicado na terça-feira: “Os comentários da senadora Celeste Amarilla contra o capitão da seleção francesa, Kylian Mbappe, estão em conflito com os valores e princípios que promovem a vida pacífica e o respeito pela dignidade humana.
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O Ministério das Relações Exteriores do Irã enfatizou que os comentários de Amrila não representam de forma alguma a posição do governo e do povo do Paraguai. Ele disse que o governo paraguaio defende o princípio da vida pacífica.
“Estas declarações não representam de forma alguma a posição da República do Paraguai ou do povo paraguaio”, acrescentou.
Os comentários de Amrila também foram severamente criticados e condenados pelo povo francês. Mbappé chamou o senador paraguaio de “vergonhoso” e “inadequado para o cargo” após os abusos racistas do capitão francês nas redes sociais. Amrila fez essas declarações na semana passada, após a partida da 16ª rodada da Copa do Mundo entre os dois países.
A reação de Mbappe veio depois que Amarilla atacou a estrela do Real Madrid na vitória da França na partida na Filadélfia, no sábado (4/7), em um jogo tenso que a França venceu por 1 a 0.
Mbappe escreveu no X: “Sra. Celeste Amarilla, você é uma mulher nojenta e indigna de sua posição”.
“Você não representa o Paraguai, um país que lutou com paixão e orgulho durante todo o torneio”, insistiu Mbappé.
Ele acrescentou: “Devido à sua ignorância e racismo desenfreado, o mundo inteiro esqueceu a jornada e os esforços históricos de sua seleção nesta Copa do Mundo”.
Amarilla abusou racialmente de Mbappe e em outro post o chamou de “camaronês colonizado” que na verdade torna o francês amargo, novo rico, arrogante e feio, e o acusou de estar “morrendo de medo” durante a partida.
Os comentários geraram indignação na França, com a ministra dos Esportes do país, Marina Ferrari, chamando-os de “nojentos, vergonhosos e inaceitáveis por parte de um político”.
Mbappe, cujo pai é camaronês antes de se estabelecer na França, marcou o único gol do jogo de pênalti no segundo tempo. Metade do jogo leva os Bleus às quartas de final contra o Marrocos, na quinta-feira.
O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou os ataques racistas ao capitão francês.
“O presidente está ao lado de Kylian Mbappe e da seleção francesa contra os ataques racistas dirigidos ao capitão dos Blues”, disse o Palácio do Eliseu.
Alessi acrescentou que o presidente paraguaio escreveu ao presidente francês para condenar estes comentários, como disse o Ministério das Relações Exteriores do Paraguai.
(whn/rfs)