Falsas expectativas
O primeiro vice-presidente do governo, Carlos Body, criou grandes expectativas para os próximos quatro anos. Segundo a sua abordagem, Espanha manterá um crescimento muito sólido, o que permitirá ao país continuar a criar empregos. Além disso, o défice público continuará a diminuir para 1,3% do PIB em 2029, enquanto a dívida de todas as administrações públicas cairá para 95,3% do PIB. Embora este valor ainda esteja longe dos 60% fixados em Maastricht, ficará abaixo do nível actual, próximo dos 100%. Em resumo, a Espanha parece estar numa situação imbatível. O problema é que tais expectativas não correspondem à realidade. Pelo contrário, parecem uma simulação concebida para justificar orçamentos altamente expansionistas, nos quais a despesa pública ultrapassará a economia real. O limite de despesa atingirá um valor inédito de 226.032 milhões de euros, mais 6,6%, o que dará ao Executivo mais 14 mil milhões para gastar.
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