Brasil x Japão (2-1): nossos destaques e pontos baixos da partida com o técnico de Ancelotti e o desempenho medíocre de Paquette
Cobrado e liderado pelo Japão, o Brasil finalmente deu o último golpe para os japoneses na prorrogação da partida para confirmar sua passagem para as oitavas de final Copa do Mundo de 2026 (2-1). Os homens de Carlo Ancelotti, que enfrentarão a Noruega ou a Costa do Marfim na próxima eliminatória, eclipsaram o deslumbrante país do sol nascente que há muito duvidava deles.
Topos de nariz
A jogada táctica de Ancelotti
Carlo Ancelotti fez um bom trabalho no contra-ataque. Voltando do vestiário com um gol a menos, o Auriverde se beneficiou de uma mudança tática do técnico italiano, aproveitando a saída de Lucas Paquette para mudar para o 4-4-2 e apresentar Endrik. Onipresente na segunda parte, o avançado do Real Madrid foi perigoso até oferecer o penúltimo passe para o golo da vitória. Mais livre após o reposicionamento, Vinicius Junior também virou a cabeça dos japoneses após o intervalo.
Solidariedade japonesa
Quatro estavam na linha do gol para limpar a bola e manter o Japão vivo após retornar do vestiário em mais um ataque brasileiro. Um símbolo do coletivo que resistirá aos ventos e às marés diante de inúmeras ofensivas opostas. Até uma quebra cruel no último minuto dos acréscimos após ótimo passe de Bruno Guimarães para finalização perfeita de Gabriel Martinelli (90. + 5).
A consistência insuperável da Seleção
Por muito tempo, o Brasil acreditou que caminhava para uma grande decepção nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, antes de acordar e marcar o segundo gol nos momentos finais. Uma qualificação que permite ao Brasil se tornar a única nação da história a ter sempre ficado entre as 16 primeiras colocadas em cada uma das 23 edições da história da Copa do Mundo.
Chinelos de nariz
A apatia da defesa brasileira
Dominante ofensivamente, a Seleção foi traída pela defesa japonesa. O oposto de suas atuações no Arsenal e Paris Saint-GermainGabriel Magalhães e Marquinhos decepcionaram. No gol japonês, os dois homens puxaram, puxaram e puxaram… Até que Kaishu Sanou permitiu a vitória com o pé direito, a 20 metros da jaula de Alisson. Consequência da perda de bola evitada pelo lado direito de Danilo no meio de campo.
Japão se soltou novamente
Assim como nas duas edições anteriores, o Japão há muito levava as pessoas a acreditar que derrubariam o grande nome. Em 2018, o Japão foi eliminado nas oitavas de final pela Bélgica na prorrogação, após vencer por 2 a 0. Quatro anos depois, foi derrotado pela Croácia nos pênaltis, na mesma fase da competição. Este ano, foi a Seleção quem o obrigou a parar no final do debate. Se não há dúvidas sobre seu talento, ainda lhe falta o quartel.
Lucas Paquetá perdeu a partida
Ele não conseguiu nada. Com quinze viradas, o maior total da partida apesar da lesão no intervalo, o meio-campista do Flamengo foi símbolo da frustrante seleção brasileira no primeiro tempo. Ele se destacou mais por seu relacionamento tumultuado com seus parceiros de meio-campo. Antes de deixar o time, o ex-Lyon primeiro bloqueou um chute de Bruno Guimarães, que mandou na cara na área. Antes que Casemiro acidentalmente (ou não?) o cortasse no meio-campo.