Martinelli marcou aos 95 minutos e levou o Brasil às oitavas de final da Copa do Mundo
Representante Gabriel Martinelli Marcou já nos acréscimos quando o Brasil derrotou o teimoso Japão por 2 a 1 na segunda-feira e avançou para as oitavas de final da Copa do Mundo. Martinelli, do Arsenal, marcou aos 95 minutos em Houston para partir os corações japoneses de forma espetacular.
O pentacampeão enfrentará Costa do Marfim ou Noruega em Nova Jersey no domingo, após vencer um nocaute impressionante. O japonês Kaishu Sano marcou um gol único aos 29 minutos, após um erro do Brasil, para surpresa de muitos torcedores amarelos. A equipe de Carlo Ancelotti respondeu aos 11 minutos do intervalo, com uma cabeçada do veterano Casemiro, enquanto o Brasil dominava o segundo tempo.
Martinelli então apareceu na hora da morte para resolver e espalhar os brasileiros. A história foi contra o Japão: eles nunca haviam vencido uma partida eliminatória na Copa do Mundo enquanto o Brasil era pentacampeão. Mas não era uma seleção brasileira antiga, mesmo com Ancelotti no comando, enquanto o Japão era considerado azarão.
Com o colapso dos brasileiros dando exemplo constante, a equipe de Ancelotti foi a primeira diante de uma multidão de 68.777 pessoas, imagens de Neymar no banco brilharam nos telões, o barulho dos brasileiros subiu para outro nível. O meio-campista Sano recebeu um cartão amarelo por uma entrada sobre Vinicius Junior, e o atacante brasileiro Matheus Cunha forçou o goleiro Zion Suzuki a cruzar a bola.
Japãoque derrotou o Brasil por 3 a 2 em outubro, em um amistoso em casa, conquistando sua primeira vitória na América do Sul, e depois desfrutou de uma passagem pela liderança. A equipa de Hajime Moriyasu chegou à vantagem antes da meia hora, graças a um erro cometido por Danilo ao perder a bola num passe errado.
Sano, uma das quatro alterações no empate de 1 x 1 do Japão com a Suécia no final da fase de grupos, pegou a bola no meio-campo e escapou de Casemiro, de 34 anos – que estava com cartão amarelo – com facilidade. Sano, que joga pelo Mainz na Alemanha, foi para o campo e passou por Alisson.
Foi seu primeiro gol pelo seu país. Agora a torcida brasileira fica frustrada, e quando um movimento quebra ou um ônibus dá ré. O Brasil, cuja última vitória na Copa do Mundo foi em 2002, parecia pouco convencido na defesa e ineficaz no ataque.
Ancelotti foi forçado a fazer uma mudança no intervalo, com a sensação de que Lucas Paquetá estava aliviado do estresse e o atacante foi substituído por Endrick, de 19 anos. O Japão, que derrotou a Tunísia e impediu que Holanda e Suécia chegassem às oitavas de final, colocou o Brasil onde queria.
Brasil aumentou a intensidade no início do segundo tempo e o zagueiro japonês Takehiro Tomiyasu bloqueou duas vezes a bola na linha, sem saber muito sobre isso. Pouco depois do empate do Brasil, o zagueiro do Arsenal, Gabriel, fez um cruzamento convidativo para o meio-campista Casemiro cabecear sem marcação no segundo poste.
O temível Vinicius, que até então descansava bem, virou a defesa japonesa para dentro e chutou para Suzuki, que cabeceou por cima da trave. Todo o Brasil que pressionava pela vitória tardia, com Vinicius – que marcou quatro gols na fase de grupos – aumentou de espessura. Surgiu então o velho dilema de Martinelli.
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