RELATÓRIO. França – Espanha: “Nos vimos muito bonitos”… a triste noite dos torcedores do Blues em Toulouse
Eles acreditaram, cantaram, empurraram o Blues para trás. Mas na noite desta terça-feira, a semifinal da Copa do Mundo contra a Espanha se transformou em uma grande decepção para milhares de torcedores reunidos na fan zone do estádio e nos bares de Toulouse. Relatório.
O silêncio substituiu as músicas. No Bistrot 12, no bairro de Saint-Cyprien, alguns clientes abandonam as mesas antes que as últimas fotos desapareçam das telas. A cerveja mal havia acabado, os olhos de todos estavam vazios. “Olá, não fizemos nada…” um homem sussurrou, pousando o copo. A poucos metros de distância, Lucas lutou para esconder suas emoções. “Não é justo. Eu não entendo…” ele parou, com os olhos úmidos. Durante quase duas horas, Toulouse sonhou com um novo fim de mundo.
Às 20h15, os dignitários do estádio já compareceram. Em frente ao telão, um mar de cores azuis se estendia pela paisagem. Daft Punk tocou nos alto-falantes, o DJ fez dançar os primeiros a chegar e o locutor aplaudiu os milhares de torcedores.
“Se perdermos esta noite, acho que vou desmaiar!”
Quando o nome de Kylian Mbappé foi anunciado na abertura da composição, o barulho vai para a galera. Didier, que veio com a esposa e dois filhos, expressou uma confiança infinita. “Se perdermos esta noite, acho que vou desmaiar!” piadas deste morador de Toulouse. Antes de acrescentar, confirme: “Claro que não podemos perder”.
Poucos minutos depois, a Marselhesa recomeçou a todo vapor. Thomas colocou a mão no coração antes de gritar “Go Blues!”. No entanto, a esperança em breve será frustrada.
O jogo mudou, a esperança se foi
Aos 21 minutos, a Espanha ganhou pênalti após erro de Lucas Digne. Toda a fan zone apita quando o atirador sai. Não funciona. A bola vai parar no fundo da rede. “Mau começo…”, sussurrou José, de cerveja na mão.
Em repouso, o rosto já está fechado. Todo mundo ainda quer acreditar no renascimento do Blues. Mas o segundo golo da Espanha, pouco antes da hora de jogo, diminuiu drasticamente as esperanças finais. Nos bares, eles raramente conversam. Todos os olhos estão permanentemente presos à lâmina. “Estávamos muito bem”, resumiu Jérémy, sentado no terraço.
O apito final não provoca raiva ou violência. Apenas uma grande decepção. Os apoiadores saem em silêncio. As ruas de Toulouse, que deveriam comemorar a classificação para a final, permanecem calmas. Em poucas horas, foram cantadas canções de vitória. E os sonhos de um campeão mundial desapareceram com os Blues.