18 Julho 2026

Watts: estes dados mostram o poder dos corredores – Franceinfo

No Tour de France, os watts medidos por sensores de potência permitem aos pilotos medir os seus esforços em tempo real. Estes dados, se forem cada vez mais analisados, poderão em breve desempenhar também um papel na luta contra a dopagem.

Este texto corresponde a parte da transcrição do relatório acima. Clique no vídeo para assisti-lo na íntegra.

É necessária energia para fazer Volta à França. Mas os corredores também os criam: esta é a história dos watts. “É a força da pedalada, certo?”seduz o espectador. “Gente, isso é o que tem nas bengalas, nas pernas. Precisa crescer.”completa o outro.

Para se ter uma ideia melhor, você também pode perguntar a um piloto conhecido por sua potência, claramente do tipo que coloca o pé nos pedais. “Watts normalmente são o que está no hub, é um sensor de potência que temos e está conectado ao nosso medidor, na verdade transmite o que pressionamos nos pedais, é a energia que produzimos para impulsionar a bicicleta para frente.”– explica Baptiste Weistroffer, piloto da equipe Lotto – Intermarché.

Por exemplo, durante um sprint, alguns corredores, como o belga Tim Merlier, que correu a velocidades superiores a 72 km/h, conseguem gerar potência próxima de 1500 W, suficiente para fazer funcionar uma torradeira ou um secador de cabelo. Números que aparecem em tempo real nos contadores dos corredores. Muitas pessoas o utilizam para suavizar seus esforços para não cair no vermelho: o sensor de potência funciona como um medidor de combustível.

“Para comparar com um carro, se você tem 200 km para percorrer e tem autonomia de 10 litros, mas dirige a 12 litros por 100, eventualmente ficará sem combustível. Você sabe disso porque no treinamento você procurará zonas de potência de vez em quando e conhecerá seus limites.” Yoann Offredo, ex-corredor profissional e consultor da France Télévisions.

Às vezes os watts enlouquecem. Tadej Pogacar, o melhor ciclista do mundo, esconde regularmente os seus dados como segredo industrial. Outros questionam a confiabilidade dos sensores. No entanto, são do interesse dos envolvidos na luta contra a dopagem. Para o fisiologista James Hopker, monitorar as diferenças de força pode ser uma boa forma de detectar possíveis trapaceiros.

“Quando o desempenho de um atleta melhora mais rapidamente do que outros, o modelo pode indicar que com esse progresso e aumentos repentinos no desempenho, podem surgir riscos de doping.”– explica o professor de fisiologia da Universidade de Kent, na Inglaterra.

Apenas sete equipes do pelotão concordaram em participar da fase de testes, fornecendo os dados de seus pilotos. São utilizados para elaborar um passaporte de desempenho, que poderá tornar-se obrigatório em 2028.





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