A psicologia concluiu que as crianças nascidas entre 1959 e 1970 tornaram-se mais fortes não devido a uma melhor educação, mas porque aprenderam a controlar esta emoção específica.
Aprenda a gerenciar essas emoções: frustração
A decepção é um sentimento inevitável. Aparece quando algo não sai como esperamos, quando temos que esperar, quando perdemos ou quando não conseguimos o que queremos.. E embora hoje muitas vezes tentemos evitar que as crianças sintam desconforto, os especialistas dizem que aprender a superá-lo é essencial para desenvolver recursos emocionais.
Os filhos das gerações anteriores vivenciaram mais situações em que tiveram que esperar, negociar e se adaptar. Se um jogo não corresse bem, eles teriam que encontrar outra solução. Se houvesse um conflito com outra criança, muitas vezes tentavam resolvê-lo entre si antes de procurar um adulto. Se ficassem entediados, teriam que inventar algo para se divertir.
Estas experiências apoiaram o desenvolvimento de competências como a paciência, a autonomia ou a capacidade de encontrar soluções.
Independência nem sempre significa inteligência emocional
Uma grande confusão que ronda estas gerações é pensar que trabalhar sozinho equivale automaticamente a uma melhor gestão emocional. Autonomia e regulação emocional são conceitos diferentes.
Uma criança que tem liberdade para explorar, cometer erros e tomar pequenas decisões desenvolve confiança. Mas você também precisa de adultos disponíveis para ajudá-lo a entender o que está sentindo e como lidar com isso.
A psicologia distingue entre:
- Autonomia Suportada: A criança tem liberdade, mas sabe que pode recorrer a um adulto quando precisar.
- Regulação emocional: Aprenda a identificar, expressar e gerenciar suas emoções.
- Silêncio Emocional: Ele aprende que demonstrar medo, tristeza ou raiva é uma fraqueza e começa a esconder o que sente.
Este último caso não cria força, mas sim uma forma de adaptação baseada em esconder o desconforto.
A paternidade rigorosa não é a chave para a força emocional
Ao longo dos anos, repetiu-se a ideia de que as gerações anteriores eram fortes porque “ninguém lhes perguntava como se sentiam”. Mas a pesquisa psicológica sugere que isso Uma educação rigorosa não garante adultos emocionalmente preparados.
A adversidade pode ensinar, mas também pode deixar cicatrizes. Tudo depende de como durar essa experiência e se há apoio por perto.
Uma criança que aprende a enfrentar pequenos desafios na companhia desenvolve confiança. Uma criança que aprende que precisa suportar tudo sozinha pode associar vulnerabilidade à fraqueza.
O que os pais de hoje podem aprender com essa infância?
A chave não é propriamente regressar à infância dos anos 60 e 70, mas sim recuperar alguns elementos que podem ser produtivos: mais autonomia, mais brincadeiras livres e mais oportunidades para resolver pequenos problemas.
Os especialistas recomendam:
- Permita que as crianças façam atividades apropriadas à idade.
- Nem todo problema tem solução imediata.
- Deixe espaço para o tédio e a criatividade.
- Ensine-os a reconhecer o que sentem.
- Mostre-lhes que pedir ajuda é uma habilidade, não uma fraqueza.
O objetivo não é evitar uma decepção, mas apoiá-los para que aprendam a superar isso.