Aena limitará os voos nos horários de pico em El Prat e Barajas no verão de 2027 para evitar a saturação
Os aeroportos de El Prat e Barajas estão no limite da sua capacidade e a Aena decidiu tomar medidas para evitar que fiquem saturados a partir do verão de 2027. Os números são claros. El Prat, com 57 milhões de viajantes no ano passado, já ultrapassou o limite de capacidade, fixado em 55,5 milhões, enquanto Barajas está próximo. Tinha 68 milhões de passageiros em 2025, em comparação com o teto de 70 milhões.
Para evitar esta saturação, o operador aeroportuário decidiu redistribuir o tráfego nestes aeroportos, concentrando-o fora dos horários de pico para reduzir o congestionamento do tráfego. “A Aena procura dessazonalizar os novos slots nos horários de pico de atividade em favor dos horários fora de pico”, afirma a operadora, pretendendo adaptar o espaço do terminal sem limitar a sua capacidade atual. “O objetivo é tornar os terminais mais eficientes”, acrescentam da Aena.
O operador aeroportuário apresentará em breve esta proposta formal de adaptação da capacidade dos terminais dos aeroportos de El Prat e Barajas de forma a organizar e distribuir o espaço nos diferentes terminais de ambos os aeroportos devido às limitações de capacidade que alguns terminais sofrem nos horários de pico do dia.
No entanto, Pere Suau Sánchez, professor de gestão de transportes da UOC, explica ao La Vanguardia que esta medida não é tomada tanto por causa de uma possível situação de colapso nestes dois aeroportos, mas sim porque foi escolhida para detalhar a situação de cada aeroporto de uma forma mais segmentada. E acrescenta que esta é uma prática comum nos aeroportos europeus.
Esta é uma prática comum na maioria dos aeroportos europeus.
“Até agora deram uma declaração geral da sua capacidade, mas se houver momentos do dia em que há mais congestionamento, o facto de serem dados detalhes da capacidade, tanto por pistas como por terminais, pode fazer previsões mais precisas”, explica.
Assim, o gestor aeroportuário declarará os passageiros por terminal e o tipo de tráfego que pode ocorrer nos terminais “dadas as limitações de capacidade que estes aeroportos sofrem nos horários de pico do dia e que já estão previstas nas previsões de tráfego do plano DORA 3 proposto”, afirma Aena.
A operadora acrescenta que estas restrições desaparecerão quando estiverem concluídos os investimentos propostos pela Aena para o ciclo de investimentos 2027-2031, no plano DORA 3. As companhias aéreas afetadas que operam em ambos os aeroportos já foram informadas.
O docente da UOC conclui que esta iniciativa procura um melhor equilíbrio entre a oferta de capacidade e a procura existente. Assim, o coordenador é para acompanhar pode distribuí-los de forma mais eficiente e tornar a experiência de viagem mais positiva, ao mesmo tempo que determina o nível de serviço que pode ser fornecido aos viajantes dentro de cada terminal.
Aena lembra, no entanto, que o planeamento das rotas dos voos está sujeito a alterações que podem ocorrer nas operações das diversas companhias aéreas, dependendo das diversas situações que surjam.