30 Junho 2026

Decisões do Supremo Tribunal; Conversações Irã-EUA; Taxas de homicídio: NPR


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As principais notícias de hoje

Hoje é o último dia do atual mandato da Suprema Corte dos EUAe decisões importantes são esperadas. Dois casos importantes dizem respeito à proibição de atletas transexuais. Possivelmente, a decisão mais esperada do tribunal centra-se na cidadania por nascimento. O caso questiona se os Estados Unidos deveriam conceder automaticamente a cidadania às crianças nascidas aqui, especialmente à luz da ordem do Presidente Trump de negar a cidadania às crianças cujos pais entraram ilegalmente nos Estados Unidos ou possuam vistos temporários. No cerne da questão está a 14ª Emenda, que afirma: “Todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos, e sujeitas à sua jurisdição, são cidadãos dos Estados Unidos”.

Suprema Corte dos Estados Unidos

Andrew Harnik/Getty Images


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Andrew Harnik/Getty Images

  • 🎧 Uma decisão hoje a favor de Trump pode derrubar um século de precedentes legais e criando desafios logísticos para milhões de famílias de status misto, relata Ximena Bustillo da NPR Acima primeiro. Uma decisão contra Trump seria um revés para uma das suas muitas promessas de campanha relacionadas com a imigração. A administração pretende limitar as formas como as pessoas podem estar legalmente no país. Na semana passada, o Supremo Tribunal deu ao governo mais poderes para pôr fim ao programa do Estatuto de Protecção Temporária (TPS), especificamente para haitianos e sírios. Os beneficiários do TPS com filhos cidadãos dos EUA estão no centro do debate sobre a cidadania por direito de nascença, diz Bustillo. Mesmo que o tribunal apoie a cidadania por nascença, os defensores dos imigrantes dizem que as famílias ainda têm de tomar decisões difíceis sobre permanecerem juntas. A política da administração tem sido limitar a migração legal, e o facto de estes casos estarem a ser julgados no Supremo Tribunal realça essa mensagem, diz Bustillo.
  • ➡️ Várias decisões do Supremo Tribunal vieram ontem. Os juízes mantiveram períodos de carência para cédulas por correio, atacaram grandes áreas das regulamentações do governo federal, consolidaram o poder do presidente de remover membros de agências independentes à vontade, limitaram o uso de ordens de delimitação geográfica pelas autoridades para ver quem estava perto da cena de um crime e demitiram um membro do conselho do Federal Reserve da administração Trump e rejeitaram uma tentativa de demitir Lisa Federal Cook.

Os EUA e o Irão enviaram delegações ao Qatar, após troca de ataques nos últimos dias. A Casa Branca disse que o genro de Trump, Jared Kushner, e o enviado especial Steve Witkoff estavam indo para lá para negociações sobre um acordo de paz de longo prazo. As autoridades iranianas deixaram claro que não irão encontrá-los. Para o Irão, esta reunião parece estar mais centrada na discussão com as autoridades do Qatar sobre a libertação de aproximadamente 6 mil milhões de dólares em activos congelados. A libertação deste dinheiro, que representa cerca de metade dos bens congelados no Qatar, foi incluída num memorando de entendimento assinado pelos Estados Unidos e pelo Irão.

  • 🎧 A pressa de ambos os países nestas negociações parece resultar de uma falta de confiançadiz Ruth Sherlock da NPR. Os iranianos, em particular, estão preocupados com a possibilidade de a administração Trump voltar atrás nos seus compromissos, especialmente devido ao seu histórico de negociações fracassadas. O Irão também está indignado com um acordo separado, mediado pelos EUA, entre Israel e o Líbano sobre um roteiro para acabar com a guerra. Israel ainda luta contra a milícia Hezbollah apoiada pelo Irão no Líbano. O acordo Israel-Líbano estipula que o Hezbollah deve desarmar-se e condiciona a retirada de Israel das grandes áreas de terra que ocupa ao desarmamento do Hezbollah. O Hezbollah, que não fazia parte do acordo, rejeitou categoricamente o acordo, chamando-o de “rendição da soberania libanesa”.



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