17 Julho 2026

O que significa ‘Las Malvinas Son Argentinas’? O slogan levantado pela seleção argentina acaba carregando 200 anos de cicatrizes históricas

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O slogan Las Malvinas Son Argentinas foi levantado durante a partida da Copa do Mundo de 2026. Foto/especial

BUENOS AIRES – A comemoração dos jogadores da seleção argentina após eliminar a Inglaterra nas semifinais da Copa do Mundo de 2026 atraiu a atenção mundial. Não só porque a vitória por 2-1 levou a Albiceleste à final, mas também porque os jogadores desfraldaram uma faixa onde se lia “Las Malvinas Son Argentinas”.

Para alguns telespectadores, esta frase só pode ser vista como uma expressão de orgulho nacional. Para a Argentina e a Inglaterra, porém, o slogan tem um significado muito mais profundo porque está ligado à disputa pelas Ilhas Malvinas, conhecidas na Inglaterra como Ilhas Malvinas.

Então, o que exatamente significa “Las Malvinas Son Argentinas” e por que essa frase é tão sensível?

Arti “As Malvinas são argentinas”

Literalmente, “Las Malvinas Son Argentinas” significa “As Ilhas Malvinas pertencem à Argentina”.
Esta frase é um slogan nacional que tem sido usado há décadas pelo governo argentino, instituições educacionais, organizações de veteranos de guerra e pelo público em geral para enfatizar a afirmação de que as Ilhas Malvinas são uma parte legítima do território argentino.

Na verdade, este slogan é frequentemente encontrado em edifícios públicos, escolas, estradas, moedas e vários eventos desportivos na Argentina.

Para a maioria dos argentinos, as Malvinas não são apenas uma questão territorial, mas também uma questão de identidade nacional e de orgulho nacional.

Por que são chamadas de Malvinas e Falklands?

As diferenças nos nomes das próprias ilhas reflectem as diferentes opiniões dos dois países. A Argentina chama a região de Islas Malvinas, enquanto os britânicos a chamam de Ilhas Malvinas.

As ilhas, localizadas a aproximadamente 500 quilômetros da costa argentina, abrigam cerca de 3.500 habitantes. A maior parte da população é descendente de britânicos e votou num referendo de 2013 para permanecer um território ultramarino britânico.



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