Vendas de carros crescem 6% até junho e ainda aguardam ajuda
As vendas de automóveis estão se recuperando e acumulando aumento de 6,2% no primeiro semestre. As matrículas sobem para 647.711 unidades, segundo dados publicados esta quarta-feira pelas associações de concessionários -Faconauto-, fabricantes -Anfac- e distribuidores -Ganvam-. Em junho foram matriculados 128.426 automóveis de passageiros, um aumento de 7,8%, deixando para trás a queda de maio, quando caíram 0,8% devido ao efeito dos feriados.
O ano foi caracterizado pelo aumento dos preços dos combustíveis devido à guerra no Irão. Os híbridos convencionais respondem por 47% das vendas, com pouco mais de 300 mil unidades no semestre, alta de 21%. Os automóveis a gasolina representam 23,7%, mas as vendas caem 18%, para 153.508 unidades. Paralelamente, os veículos eletrificados – elétricos e híbridos plug-in – representaram 21,8% das vendas do semestre, com 141.143 unidades e um aumento de 38%. Nesta categoria, os veículos elétricos puros crescem 37%, para 63.201 unidades. Os números repetem-se a nível europeu, onde esquemas de apoio renovados aumentam as vendas.
Eletrificada cresce 38%
De volta à Espanha, a Toyota é a mais vendida no semestre, com 55.229 unidades, ante 40.909 da Volkswagen e 38.603 da Seat. O modelo mais vendido é o Dacia Sandero, seguido pelo Seat Ibiza e pelo Toyota Corolla. O progresso das marcas chinesas continua. BYD cresce 124%, com quase 23 mil registros até junho; Omoda 119%, com 13.200, e Jaecoo 52%, com 6.590. MG, o mais vendido das empresas chinesas, caiu 1,4%, para 25.137 unidades.
Pessoas físicas dão impulso no primeiro semestre, com queda de 7,4% e quase 276 mil vendas. Crescem mais que lojistas (6,7% e 165.455 unidades) e empresas (4,2% e 206.337 unidades). Os números incentivam o otimismo, com meta de 1,2 milhão de vendas ao longo do ano. “O mercado continua em tendência ascendente e já estamos há quatro meses com mais de 100 mil unidades”, considera Félix García da Anfac. “O mercado tem demonstrado grande dinamismo”, afirma Raúl Morales, da Faconauto. “Ele está nos dando boas notícias novamente”, diz Tania Puche, de Ganvam.
Assistência aguarda
Os números foram alcançados apesar da falta de ajuda aos particulares na aquisição de veículos eletrificados. O acordo foi anunciado, mas não aprovado oficialmente. Fontes da indústria esperam que seja distribuído este mês. Tendo em conta a origem, motorização e preço do veículo, são elegíveis para um apoio até 4.500 euros. O governo garantiu na altura que seria retroativo a 1 de janeiro, altura em que foi aprovado, o que fez com que as concessionárias adiantassem a ajuda.
Para isso, utilizaram um adiantamento ao cliente vinculado ao financiamento da compra, com carência de seis meses. Pensava-se que nesse prazo haveria assistência e seria mais fácil devolver os valores, mas isso não aconteceu e agora estes empréstimos devem começar a ser pagos. “Há mais um motivo para acelerar o arranque”, apontam no setor.