O México destruiu o medo da DFB e silenciou um ataque
01.07.2026 | 08:03 Relógio
Mesmo os relâmpagos e os trovões não conseguem deter estes mexicanos furiosos: no caldeirão asteca, El Trí domina o Equador com tanta força que o porco da cerveja não sai do campo – e uma canção especial é cantada.
Uma hora e meia antes do jogo houve um grande acidente. Relâmpagos brilham no céu escuro e profundo da Cidade do México e trovões tocam dentro do Estádio Asteca. Queria que fosse um dia ruim. Não poderia ser mais fictício. Os fãs comemoram com cada aplauso estrondoso, abafando até mesmo a música alta e que faz tremer os assentos. 80.824 torcedores de futebol curtiram o primeiro jogo do El Tri.
Mas o trovão não foi nada comparado à erupção sísmica que estava prestes a irromper no estádio. Porque 1-0 é mais alto que qualquer trovão. Quando o México começou a ficar muito bravo nas oitavas de final, Roberto Alvarado saltou lindamente na frente de Julian Quinones, que correu incomparavelmente para a área – e chutou a bola para o escanteio curto, por cima de forma engraçada (22′).
Dizer que comemoramos é um eufemismo. É pura felicidade. Litros de cerveja voam pelo ar, as pessoas pulam e caem nos braços umas das outras e algumas fileiras à frente. O barulho era quase ensurdecedor. E o cheiro de cerveja se espalha até o México chegar às oitavas de final com uma boa vitória por 2 a 0 (2 a 0), mais forte do que o resultado parece. Foi a primeira vitória na disputa de pênaltis em uma Copa do Mundo desde 1986.
México – Equador 2:0 (2:0)
México: Rangel – Sanchez, Montes, Vázquez, Gallardo – Mora (59. Gutierrez), Lira, Romo (73. Vargas) – Alvarado (80. Reyes), Jimenez (73. Gimenez), Quinones (80. Pineda). – Professor: Aguirre
Equador: Galindez – Franco (46. Medina), Ordonez (46. Preciado), Pacho, Hincapié – M. Caicedo, Vite – Yeboah (79. J. Caicedo), Plata, Angulo (79. Paez) – E. Valencia (59. Rodriguez). – Professor: Beccacece
árbitro: Slavko Vincic (Eslovênia)
Rasgar: 1:0 Julian Quinones (23.), 2:0 Raúl Jiménez (31.)
Cartão vermelho: Hancapié (90.+5, conduta antidesportiva)
Cartão amarelo: – Franco, Páez, M. Caicedo
Espectadores: 80.824 na Cidade do México
Tudo começa com uma bebida. Os trovões e as fortes chuvas fizeram com que a FIFA ficasse alerta não só nos Estados Unidos, mas também no México, que rapidamente ativou as regras de segurança para esse clima. “Sentem-se em seus lugares”, avisava a tela, “este é o lugar mais seguro”. A partida começa com 60 minutos de atraso – mas a FIFA informa: Devido ao início tardio, não haverá intervalo para bebidas neste horário. Mas o árbitro dá.
O México é há muito tempo o campeão mundial de festas
De qualquer forma, há pura alegria nos portões e nas arquibancadas do estádio. Porque o México há muito é campeão lá: nos partidos. Os mexicanos dançam e cantam e contam seus próprios contos de fadas de verão. Milhares se reúnem para grandes festas em locais públicos, milhares vão de carro até a arena mesmo sem ter ingressos. A diferença nos esportes na América é notável.
Assim como a Alemanha na Copa do Mundo de 2006, a seleção depende muito do meio ambiente e conta com o mito do Estádio Asteca e do público a 2.240 metros acima do nível do mar. 99 por cento dos 80 mil aqui presentes esta noite estão vestindo a camisa verde, e há algumas camisas amarelas em um canto. Graças aos pontos, foram três jogos sem sofrer golos na primeira rodada, embora o desempenho do México tenha deixado muito a desejar aqui e ali.
Com o jogo contra o Equador, que primeiro colocou a seleção da DFB em seu lugar, a comemoração não tem limites. Especialmente porque o El Tri, movido a ar elétrico, funciona rápido desde o início. Aos 7 minutos, Luis Romo acertou cruzamento suave da direita e Raúl Jiménez roubou na grande área. Sua cabeçada de mergulho passa pela área à esquerda. Que oportunidade, quase imediatamente 1-0. O campo está pronto para a explosão, os espectadores querem gritar o tijolo se for preciso.
Apenas nove voltas do ponto depois, o talentoso Gilberto Mora, de 17 anos, conseguiu equipamento de jogo após escanteio no canto da área. O jovem tenta um chute espetacular: a poucos centímetros do poste mais distante. 6 a 0 nos gols exibidos nas telas, este é o melhor quarto de hora de futebol que o México já mostrou neste torneio.
Logo em seguida, John Yeboah teve a primeira oportunidade de assustar a DFB, jogando a bola pelas paredes do adversário e entrando na grande área. O campo de posicionamento final na coluna mais externa. Mas pouco mais vem do Equador.
O México governa o Equador implacavelmente
Porque o melhor jogo de futebol é planejado implacavelmente pelo México, o que não deixa chance de desenvolvimento ao adversário. Assim que o porco da cerveja venceu Quinones por 1 a 0, houve uma segunda assistência. Porque o México não hesita, mas continua com todo o coração e empenho e mantém-se firme. É assim, querido DFB, que você ganha partidas eliminatórias.
O Equador limpou a bola na própria área, Jimenez disparou entre eles e passou para Quinones. Ele está de olho no colega atacante, que quer trapacear no primeiro gol – e dessa vez a bola sai legal no canto superior direito (31).
Deus meu! Erupción número dois, apenas nove minutos se passaram entre os gols. Quando é anunciado o feriado nacional? Seja qual for o próximo passo após o sonho, o México está lá, agora. E logo após o placar de 2 a 0, ouviu-se uma música que nunca tinha sido ouvida antes, mesmo no templo asteca, que viu mais história do futebol do que qualquer outro estádio.
“¿E sim?” os fãs gritaram bem alto. “E se?” A frase que circulou nas redes sociais nas últimas semanas preocupa todo o México. Em poucos dias, a frase saltou das páginas para as ruas. Adidas, marca que apresenta a seleção mexicana, estampada em camisetas e bolsas, e supermercados anexadas às notas fiscais de vendas. Este é o eco da esperança coletiva de que talvez este seja o momento de realmente conseguir o primeiro campeão da Copa do Mundo. Diz-se e canta-se também em campo, algo que muitas vezes fica escondido pela dúvida num país do futebol sem estrela.
O sonho é um grande ataque
No segundo tempo, o México desacelerou, mas não permitiu que o Equador fizesse muita coisa. El Trí não consegue fechar o saco na frente e perde duas cabeçadas após dois escanteios consecutivos (68º). Mas, tirando a única chance que o reserva Kevin Rodriguez tentou em vão enfiar a bola na rede após um passe longo, o ex-derrota da DFB não trouxe outro perigo em campo. Piero Hincapié recebeu outro cartão vermelho porque estava com a mão levantada e sussurrando palavrões no ouvido de Santiago Gimenez.
Ex-astro da Bundesliga viu vermelho por causa de uma mão na boca
Assim, a seleção inglesa de Thomas Tuchel também pode vir com confiança se os Três Leões vencerem a RD Congo. Por fim, as oitavas de final se repetirão no Caldeirão Asteca, onde El Trí não perde um jogo oficial desde 2013 – e o México não sofre gol na Copa do Mundo. Durante todo o ano de 2026, El Trí não perdeu um único jogo; foi marcado com Portugal (0-0) e Bélgica (1-1). Fortalece o espírito de equipe e coloca o time em uma ótima posição nesta Copa do Mundo. Agora cabe ao treinador profissional Aguirre gerir este grupo de alto nível. “Foi um jogo perfeito? Talvez”, disse o treinador depois. “A relação com o povo mexicano nos dá muita energia. Foi um jogo difícil, mas foi uma grande noite para todo o México.”
Ele não conseguiu conter os sonhos de milhares de fãs por muito tempo. Eles se dão as mãos, apreciam a fumaça da cerveja – e cantam com toda a força: “¿Y si sí?”
Fonte do usuário: ntv.de